Qual é a melhor estratégia?
A resposta honesta: depende do mercado. E o que faz uma estratégia ser boa de verdade.
Não existe uma estratégia que ganhe sempre. Cada família funciona num tipo de mercado e perde no outro. Veja as três com os mesmos parâmetros nos três mercados:
| Mercado | Cruzamento de médias | Reversão RSI | Rompimento | Comprar e segurar |
|---|---|---|---|---|
| +22,9% | 0,0% | +19,7% | +35,4% | |
| −19,3% | +22,6% | −15,2% | −5,1% | |
| −7,1% | −22,5% | 0,0% | −38,9% |
Mesmas três estratégias, três mercados diferentes. Nenhuma ganha em todos. Em destaque, a melhor de cada linha; na queda, a melhor foi ficar de fora (0%), já que estas estratégias só operam compradas. Toque em um mercado para ver o gráfico.
Dados fictícios, gerados para a aula. Não são cotações reais.
O que a pesquisa mostra
- Seguir tendência é das ideias mais estudadas. Um estudo publicado em 2012 por Moskowitz, Ooi e Pedersen encontrou o efeito em 58 mercados futuros (índices de ações, moedas, commodities e juros): o que subiu nos últimos 1 a 12 meses tende a continuar por um tempo. Mas há anos inteiros de resultado ruim.
- Reversão à média aparece em prazos curtos e em mercados que oscilam. Ganha com frequência, mas sofre quando surge uma tendência forte.
- Day trade com objetivo de viver disso raramente dá certo. Um estudo da FGV acompanhou quem começou a fazer day trade de mini-índice na B3 entre 2013 e 2015 e persistiu por mais de 300 pregões: 97% perderam dinheiro.
Como reconhecer uma estratégia boa
- Expectativa positiva depois dos custos: ganha mais do que perde, já pagando taxas.
- Queda máxima que você aguenta: se ela cair 30% no caminho, você continuaria seguindo?
- Poucos parâmetros e regras simples: quanto mais "ajustes finos", maior a chance de só ter decorado o passado.
- Funciona em períodos e ativos diferentes, não só naquele gráfico escolhido a dedo.